Márcia e suas leituras

Sonegação: Venezuela multa Globovisión em US$ 2,2 milhões

06/06/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho

A receita federal da Venezuela (Seniat) aplicou uma multa de US$ 2,2 milhões ao canal de televisão privado Globovisión, alegando sonegação de impostos. A instituição afirma que o canal não apresentou em sua declaração de renda supostos ganhos com espaços concedidos para difusão de propagandas políticas durante os anos de 2002 e 2003, período em que a Venezuela passava por uma grave crise política.

A Globovisión é o principal canal opositor ao governo da Venezuela. O fato de a emissora frequentemente expressar opiniões contrárias ao presidente Hugo Chávez faz com que muitos opositores acreditem que o governo pretenda “silenciá-la”.

Para o diretor do canal, Alberto Federico Ravell, a multa tem caráter político. “Isso é um terrorismo judicial, fiscal e governamental”, afirmou Ravell, ao ser notificado.

“Um canal de televisão pode ser fechado pela via administrativa ou enforcando-o economicamente, para que não possa funcionar”, acrescentou.
Junto a outros canais, a Globovisión é acusada pelo governo de ter participado do golpe de Estado que, em abril de 2002, chegou a afastar Chávez da Presidência por 48 horas.

Fisco

A direção do canal alega não ter cobrado pela concessão do espaço de transmissão das propagandas políticas.

O Seniat, porém, considera que mesmo os espaços doados estão sujeitos ao pagamento de impostos.

Segundo Fanny Márquez, representante do Seniat, ao não declarar os espaços doados, o canal “ocultou isso e não pagou impostos ao Estado”.

De acordo com Márquez, o mesmo ocorreu com outros dois canais privados, que segundo a funcionária, aceitaram pagar a multa.

“Campanhas perversas”

Também nesta sexta-feira, o diretor da Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela (Conatel), Diosdado Cabello, solicitou ao Ministério Público que realize uma investigação contra a Globovisión, acusando-a de transmitir “campanhas perversas” contra o Estado e a população venezuelana.

Desde 2008, foram apresentadas três denúncias oficiais contra o canal. Caso seja condenada, a emissora pode ser retirada do ar por 72 horas e, se reincidir em supostas irregularidades, pode vir a ser fechada definitivamente.

O último incidente da disputa entre governo e a Globovisión ocorreu em maio, quando o canal noticiou, antes das autoridades venezuelanas, um tremor de terra de baixa intensidade em Caracas.

Na ocasião, Ravell afirmou que o governo não havia sido capaz de informar a tempo a população.
Chávez respondeu acusando o diretor da Globovisión de ser “um louco com um canhão”, ao pretender gerar “terror” entre a população, e ameaçou cassar a concessão do canal.

“Usura”

A aplicação da multa contra a Globovisión ocorre horas depois de a polícia ter inspecionado, pela segunda vez, a casa do presidente do canal, Guillermo Zuloaga, que, dessa vez, foi acusado de cometer delito ambiental.

Na casa de Zuloaga foram encontradas várias cabeças de animais silvestres empalhadas.

No mês passado, em outra batida, a polícia apreendeu 24 automóveis novos na casa do empresário. Nesta semana, Zuloaga foi acusado formalmente pelo crime de “usura”.

O Ministério Público acusou o empresário, que é sócio de duas concessionárias de veículos, de “estocar” os carros em sua residência para, em seguida, revendê-los com preços mais altos.

Na Venezuela, os consumidores precisam entrar em uma fila de espera de meses para comprar automóveis novos, pois a capacidade de produção das montadoras é inferior à demanda.

Para a oposição, no entanto, as medidas são uma estratégia do governo para “encurralar” a Globovisión.

Fonte: BBC Brasil

Categorias: América Latina

Mídia fica incomodada com transparência da Petrobras

06/06/2009 · Deixe um comentário

do portal vermelho
Alvo de uma CPI no Congresso, a Petrobras decidiu tornar públicos, em um blog que criou na internet, os e-mails enviados por jornalistas que procuram a assessoria de comunicação da empresa, no Rio, para obter informações e esclarecimentos para reportagens que ainda estão em andamento. A conduta não tem nenhuma ilegalidade, foi adotada para deixar mais transparente a relação da empresa com a mídia, mas os veículos da grande imprensa, que vivem cobrando transparência dos órgãos públicos, ficaram incomodados com a iniciativa.

A empresa colocou o blog no ar no último dia 2, como parte da estratégia da comunicação lançada pela estatal após a abertura da CPI (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com). Segundo a própria companhia, o blog foi criado para divulgar, de forma completa e transparente, o posicionamento da Companhia sobre as questões relativas à CPI.

Na noite de ontem, o objeto de reportagens que a Folha ainda apura –com questões endereçadas à empresa, para que possa oferecer a sua versão dos fatos– foi publicado no blog pela Petrobras.

A Folha fez perguntas a respeito da contratação de advogados sem licitação, sobre os custos de um gasoduto no Amazonas e, por último, acerca de gastos com patrocínios de festas no Nordeste.

Questionado pela Folha, o gerente de imprensa da estatal, Lúcio Pimentel, disse que a Petrobras vai manter a decisão de divulgar e-mails de reportagens ainda em andamento. Disse que se trata de uma ”política de transparência” adotada pela direção da empresa.

A atitude da Petrobras motivou os jornais ”O Estado de S. Paulo” e ”O Globo” a indagar se a empresa havia pedido autorização à Folha para divulgar seus e-mails. A Petrobras respondeu: ”Não houve divulgação do e-mail, e sim das perguntas e respostas dadas ao jornal [Folha]. No entendimento da Petrobras não há ilegalidade, pois o conteúdo divulgado é público”.

Segundo a companhia, a ”intenção é tornar públicas as respostas enviadas pela companhia, de forma completa e sem edição dos dados, sobre todos os questionamentos feitos pela imprensa”.

Segundo a Petrobras, o blog é gerido por ”profissionais da empresa”. De acordo com resposta divulgada mais cedo no blog, por conta de reportagem de ”O Globo”, a Petrobras conta com 1.050 jornalistas contratados, sendo 400 na área da comunicação institucional.
A Petrobras também tem usado o blog para comentar e criticar reportagens já publicadas pela imprensa.

Dos comentários postados no blog até a noite de ontem, a maioria era de apoio à companhia. Muitos atacavam veículos de comunicação e jornalistas. Conforme o texto sobre a política de comentários, eles precisam passar por um moderador da empresa antes de ir ao ar.

Segundo a Folha, o advogado José Paulo Cavalcanti Filho, especialista em legislação de imprensa, diz não ver ilegalidade. ”É apenas uma deselegância com os jornais. Do ponto de vista da democracia, não é ruim, pois a ideia é que a pergunta vai ao ar, de maneira que qualquer um do povo toma conhecimento.”

com informações da Folha de S. Paulo

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A escola é chata

06/06/2009 · Deixe um comentário

Categorias: educação